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Doenças do couro cabeludo não são desencadeadas pelo implante capilar

22 de março de 2023

Uma coisa é importante que todos saibam: o implante capilar não desencadeia doenças do couro cabeludo e isso está cientificamente comprovado. Entretanto, há casos em que após alguns meses do implante capilar e depois de se verificar o início do nascimento dos fios transplantados, o paciente refere perda dos cabelos o que pode ser decorrente de uma doença pós-adquirida, como o eflúvio telógeno, por exemplo.

Nestes casos, o  fundamental é que o paciente seja acompanhado  por um dermatologista especializado em tricologia, com o objetivo de buscar diagnóstico para possíveis doenças que acometem o couro cabeludo e seguir à risca o tratamento recomendado. Na maioria das vezes a perda dos cabelos é transitória e após o tratamento clínico os cabelos voltam a crescer, inclusive os transplantados.

A calvície androgenética, a alopecia areata e eflúvio telógeno são as patologias do couro cabeludo mais comuns. A maioria dos homens apresenta a calvície androgenética, cuja principal causa está relacionada com a hereditariedade e os hormônios masculinos, ou seja, a genética que promove o afinamento dos folículos (bulbos) capilares e aceleram a queda definitiva, principal indicação para o implante capilar associado ao tratamento clínico via oral e tópico, tendo como destaque o microagulhamento capilar.

A alopecia areata se manifesta clinicamente com áreas sem pelos e está relacionada com autoimunidade que é intrínseco a cada paciente, portanto, não possui qualquer correlação com o implante capilar, embora faça cair os fios de cabelos, inclusive os transplantados, que normalmente não caem. Pessoas com alopecia areata mesmo estável da queda podem, após a cirurgia de implante capilar, desenvolver novas áreas de alopecia. A recorrência da doença é imprevisível. Nestes casos, deve-se manter acompanhamento com especialista para avaliação e tratamento precoce para, assim, obter o resultado esperado. Vale lembrar que a alopecia areata pode aparecer em primeira mão após o implante capilar, sem, contudo, guardar qualquer relação com a cirurgia. O importante é o candidato ao implante capilar sempre informar ao cirurgião se já teve alopecia areata em algum momento da vida, embora isto não garanta que não vá desenvolver a doença aleatoriamente após o implante capilar.

Pacientes diante de situações adversas como infecções, perda de peso, pós-parto distúrbios da tireóide, alimentação ruim, carência de vitaminas, certos medicamentos e estresse podem queixar-se de perda de cabelo. Isto ocorre por sincronização do ciclo folicular, levando a um aumento da queda além da média diária considerada normal: 60-100 fios. Este processo de queda é passageiro e reversível, se afastada a causa que desencadeou o eflúvio telógeno.

A orientação geral é a seguinte: não se desespere, não culpe seu médico, nem saia por aí dizendo que o implante capilar não funciona, caso os fios transplantados que já haviam nascido, caiam. Isto pode ser sinal do acometimento do couro cabeludo por outra doença, que nada tem a ver com o implante capilar realizado, mas que tem cura. O importante é que você seja acompanhado por uma equipe de ponta no tratamento de doenças do couro cabeludo e no implante capilar e que siga à risca o tratamento recomendado. A tendência é, sim, que os fios voltem a nascer.

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