TRANSPLANTE CAPILAR

FUE X FUT X ROBÔ – Diferentes técnicas de implante capilar

FUE X FUT X ROBÔ

Para planejar adequadamente sua cirurgia é importante estar atento aos detalhes de cada técnica para o resultado satisfatório de um implante capilar. Somente a análise detalhada de um cirurgião plástico pode estabelecer qual o melhor método a ser utilizado. Entretanto, examinar as características das técnicas disponíveis atualmente é bastante relevante para que o resultado do transplante de unidades foliculares atinja os objetivos esperados e evite que o paciente caia em ciladas de profissionais que não conhecem profundamente as técnicas de transplante capilar.

Implante Capilar com a técnica FUE (Follicular Unit Extraction)

A técnica FUE foi um retorno aos princípios do punch, com a utilização de instrumentos circulares. A grande diferença foi a miniaturização dos instrumentos (0,8 mm a 1 mm), uso de lupas mais potentes, utilização da luz de led frontal e mais recentemente grande avanço na motorização do procedimento, que permitiu a equiparação do número de unidades foliculares transplantadas pela técnica FUT, além do uso de implantadores  que garante o menor trauma possível na colocação das unidades foliculares,  possibilitando elevados índices de aproveitamento dos fios transplantados.

O implante capilar através da técnica FUE  é a mais moderna, segura e minimamente invasiva forma de restauração capilar, adotada atualmente pelos maiores centros de transplante capilar do mundo. As principais vantagens são a ausência de uma cicatriz linear e um pós-operatório geralmente indolor. Nesta técnica são retiradas unidades foliculares inteiras (1 a 4 fios) ou uma parte (1 a 2 fios) e em uma única sessão são transplantadas de 1000 a 3.000 unidades foliculares.

Além disso, o implante capilar com a técnica FUE permite a retirada de fios da barba e do tórax, ampliando a fonte doadora de fios (pode fazer muita diferença em alguns casos)  A maior diferença no uso dos novos equipamentos especializados em transplante capilar com a técnica FUE está no índice de transecção. Os melhores resultados variam caso a caso e consideramos, na Clínica Speranzini, que o aproveitamento superior a 95% deve ser sempre nosso objetivo.

Como os fios são retirados por meio de uma ferramenta cirúrgica denominada punch, a cicatriz produzida é puntiforme, já que o diâmetro desse instrumento é de apenas 0,8 mm a no máximo 1 mm. Diâmetros maiores eram utilizados em cirurgias grosseiras até o final dos anos 80, em cirurgias ultrapassadas que não podem ser chamadas de implante capilar com a técnica FUE. O método, minimamente invasivo, geralmente não deixa cicatrizes visíveis a olho nu, o que permite, a quem se submete à cirurgia, manter o corte do seu cabelo do tamanho que preferir, após passar pelo tratamento. Outra grande vantagem é o incômodo mínimo ou mesmo inexistente após a operação.

O resultado definitivo da cirurgia é obtido em 9 a 12 meses da cirurgia, quando os fios transplantados estão com aproximadamente 5cm de comprimento.

A grande evolução da técnica FUE com DNI está na utilização do implanter adaptado, criado pelo Dr. Mauro Speranzini, que dispensa a tradicional pinça dos transplantes capilares.

Implantadores utilizados na cirurgia de transplante capilar com a técnica FUE É uma espécie de caneta com uma agulha sem corte na ponta, que faz as vezes de microcânula. Com ele, é possível realizar incisões bastante delicadas na área calva, com cerca de 0,5 mm, em vez do tradicional 1mm . Além disso, é possível retirar e já na sequência enxertar as unidades foliculares sem mexer muito com elas. É aí que está outro diferencial da técnica FUE com DNI, já que esse cuidado reduz o risco de prejudicar a circulação do local – a circulação é fundamental para que o cabelo implantado nasça – e de lesionar os fios que serão implantados. E, como eles ficam fora do corpo do paciente por pouquíssimo tempo, a adaptação pelo couro cabeludo aumenta significativamente.

A Clínica Speranzini tornou-se referência no transplante capilar com a técnica FUE e atingiu um nível de excelência que permite oferecer aos pacientes os melhores resultados possíveis no transplante capilar, de acordo com a condição individual de cada caso, especialmente depois que passou a adotar em todos os casos a técnica DNI (Dull Needle Implanter) associada à técnica FUE.

A Técnica FUT (Follicular Unit Transplantation)

Neste método, um fuso de pele é retirado do couro cabeludo com um bisturi – área doadora. As unidades foliculares formadas por fios de cabelo em seu tamanho original – técnica do Fio Longo – são separadas e transplantadas para a área receptora. Sob o aspecto estético, o procedimento proporciona um confortável pós-operatório, pois camufla sinais perceptíveis da cirurgia, permitindo um rápido retorno ao convívio social, porém, em geral, nos primeiros dias, há um incômodo na área doadora em razão da cicatriz linear formada com a retirada do fuso de pele.

Logo após o procedimento cirúrgico, já é possível observar um resultado próximo ao final do processo em razão dos fios longos transplantados. Porém, o resultado final será obtido em cerca de nove meses, quando os pelos transplantados já tiverem se tornado definitivos. Entretanto, durante o período de algumas semanas, o paciente desfrutará do efeito provisório do transplante, antes que os fios longos transplantados caiam para renascerem definitivamente depois de aproximadamente três meses da data da cirurgia. A contar desta data, calculam-se mais seis meses para que os fios transplantados estejam compridos o suficiente para que o paciente desfrute do tão esperado resultado final.

A principal desvantagem desta técnica é a cicatriz linear na área doadora, que impede o paciente de utilizar cortes de cabelo muito curtos, sob pena de deixar a cicatriz à mostra, o que não é desejado pela maioria. Além disso, para aqueles que já se submeteram a dois ou mais transplantes capilares, a técnica FUT pode ser inviável, em razão da inelasticidade do couro cabeludo da região da área doadora. Por fim, para pacientes com área doadora insuficiente para a cobertura satisfatória da área calva, não há a possibilidade de utilizar-se pelos de outras regiões do corpo como barba ou tórax.

Quadro de Vantagens FUE x FUT

Técnica FUT x Técnica FUE

Técnica FUE com uso do Robô

Dr. Mauro Speranzini com o robô

Dr. Mauro foi o primeiro médico estrangeiro a ver o robô em funcionamento em 2011, na cidade de Denver – EUA, quando visitou o colega James Harris

O Robô é usado como auxiliar nas cirurgias de transplante de cabelos na Técnica FUE e pode ser considerado uma das últimas invenções, no tocante a transplante capilar. No entanto, como pudemos observar em congressos e visitas médicas no exterior, o Robô se apresenta como uma solução futura para a realização de transplante capilar, já que suas funções, ainda limitadas, atualmente apresentam-se apenas como ferramenta de marketing tecnológico, em nada substituindo a eficiência e destreza das mãos de um cirurgião plástico especializado no procedimento de técnica FUE.

Assim como já é feito, continuaremos a acompanhar o desenvolvimento do Robô e acreditamos que esta será, no futuro, uma ferramenta aliada do transplante de fios. Por hora, destacamos que optamos por não utilizar e ressaltamos algumas restrições funcionais do equipamento, que ainda se apresenta em custo exorbitante no Brasil, além de não garantir a realização de um transplante com resultados mais satisfatórios.

 

 Apresentamos a seguir, nossas restrições à Técnica FUE com o uso do Robô:

Robô Artas

Robô Artas

  • O uso eleva expressivamente o custo da cirurgia de transplante capilar, em alguns casos pode chegar ao dobro do preço de um procedimento realizado apenas pelas mãos do cirurgião plástico.
  • Impossibilidade de extração das regiões laterais: a técnica FUE com o Robô não consegue extrair os folículos das regiões laterais que é uma excelente fonte doadora. Ele apenas aproveita os folículos da parte de trás da cabeça, impedindo que seja realizada a mega sessão.
  • Mais cicatrizes e mais fibrose: com o robô o processo de cicatrização e recuperação da área doadora não é tão bom e rápido como o visto com o uso de punches cortantes, pois o Robô utiliza o sistema blunt, ou seja, punches cegos. Os punches cegos (dull punches) também produzem mais fibrose que os punches cortantes utilizados em nosso serviço e na grande maioria dos serviços que realizam FUE (sharp punches)
  • Maior calibre dos punches:  Enquanto nós utilizamos punches que variam entre 0,8mm e 0,9mm, o Robô utiliza punches de 1,00mm. Mais do que isso ele possui, além do punch interno, um outro externo que serve de guia, e esse é ainda mais calibroso, gerando um orifício de cerca de 1,3mm, comparado a 0,8mm a 0,9mm dos punches cortantes utilizados em nosso serviço, ou seja, cerca de 30% a mais de cicatrizes.
  • O Robô não pode ser usado para remover folículos de outras partes do corpo como barba e tórax.
  • Não é possível utilizar o Robô raspando em faixas, ou seja, utilizar os cabelos superiores para cobrir a área raspada e camufla-la. Isso as vezes limita o uso estético, já que com o Robô a área raspada deve ser obrigatoriamente extensa.
  • Não pode ser usado no transplante de barba.

 Técnica FUE com Robô

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